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quarta-feira, 1 de junho de 2016

DICA DE HOJE: ... sorria (você pode escolher) !! ...

A figura dos filósofos está sempre ligada a semblante sério. Velhos rabugentos ensinam repetidamente que, para se atingir a felicidade, é preciso ser burro ou ignorante. Repetem que a real inteligência traz infelicidade, como um carma que condena e corrói. Discípulos fiéis das rabugices filosóficas passam anos crendo que devem escolher entre ser felizes ou inteligentes, fingindo maus humores estratégicos que denunciam uma sapiência pungente, lançando olhares de tédio que comprovam o alto grau de discernimento e repetindo dezenas de vezes que aquele riso espontâneo nada mais é do que um lapso de inconsciência, uma recaída de estupidez. Afinal, desde Adão e Eva, o fruto do conhecimento do bem e do mal conduz à desgraça infinita. 
Queria ver um velho sábio achar uma nota de cem perdida no bolso, intocada, mesmo depois de a calça ter passado pela máquina. Queria vê-lo acordar de madrugada e descobrir que ainda pode dormir algumas horas. Queria vê-lo fazer xixi depois de segurar por um bom tempo. Em lampejo de atrevimento, queria mesmo era vê-lo no instante do gozo de um sexo bem feito. São momentos em que qualquer filosofia cede lugar a um breve segundo de alegria involuída, à centelha de uma humanidade condenada a caminhar eternamente na corda bamba entre ser ou não ser.
Velhos sábios e seus fiéis veem o mundo como um determinismo estoico, pelo qual se passa tomando chutes e pontapés de todos os lados. Num grande círculo vicioso de infernos coletivos e particulares, a compreensão das maldades e feiuras humanas nos tornaria, então, vítimas de nós mesmos. Insuperável. Insuportável. Inescapável. Um eterno prenúncio da morte.
Velhos sábios e seus fiéis negariam, mas há algo de feliz em escolher ser rabugento. Tão certas quanto a morte — o mais democrático de todos os fenômenos — as escolhas também trazem um grau de conforto, ainda que soem absurdas aos ouvidos alheios. Existe uma chama tímida de conformismo feliz naquele que escolhe ser melancólico, naquele que mira o mar num fim de tarde ameno, entregando à ressaca das ondas gargalhadas que nunca deu. Há algum charme no discípulo do rabugento, que enxerga em seu ídolo a alegria de negar a alegria.
Felicidade é uma música de fundo que, sutil, por vezes é notada e faz sentido, mas por vezes passa humilde e deixa apenas um sentimento de bem-estar. Dispensa elucubrações e, até nos mais abandonados vilarejos deste mundo de meu Deus, encontra corações.
É bem verdade que a morte é uma grande prova de democracia que, comum a todos, nos conduz à certeza da brevidade e da pequenez. Mas que prepotente sapiência é essa que nos condena à morte, antes que ela mesma venha nos buscar?
(por Lara Brenner)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

DICA DE HOJE: ... É HOJE!! ...


A milenar arte de educar dos povos indígenas
Por Daniel Munduruku · Lorena (SP) · 15/5/2009

Educar é dar sentido
É dar sentido ao nosso estar no mundo. Nossos corpos precisam desse sentido para se realizar plenamente. 
Mas também nossos corpos são vazios de imagens e elas precisam fazer parte da nossa mente para que possamos dar respostas ao que se nos apresenta diuturnamente como desafios da existência. 
É por isso que não basta dar alimento apenas ao corpo, é preciso também alimentar a alma, o espírito. Sem comida o corpo enfraquece e sem sentido é a alma que se entrega ao vazio da existência.
A educação tradicional entre os povos indígenas se preocupa com esta tríplice necessidade: do corpo, da mente e do espírito. É uma preocupação que entende o corpo como algo prenhe de necessidades para poder se manter vivo.
Esta visão de educação é sustentada pela ideia de que cada ser humano precisa viver intensamente seu momento. 
A criança indígena é, então, provocada para ser radicalmente criança. Não se pergunta nunca a ela o que pretende ser quando crescer. Ela sabe que nada será se não viver plenamente seu ser infantil. Nada será por que já é. Não precisará esperar crescer para ser alguém. Para ela é apresentado o desafio de viver plenamente seu ser infantil para que depois, quando estiver vivendo outra fase da vida, não se sinta vazia de infância. A ela são oferecidas atividades educativas para que aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao infinito.
Num mesmo movimento ela vai sendo introduzida no universo espiritual. Embalada pelas histórias contadas pelos velhos da aldeia, a criança e o jovem passam a perceber que em seu corpo moram os sentidos da existência. Este sentido é oferecido pela memória ancestral concentrada nos velhos contadores de histórias. São eles que atualizam o passado e o fazem se encontrar com o presente mostrando à comunidade a presença do saber imemorial capaz de dar sentido ao estar no mundo.
Este processo todo é alimentado por rituais que lembram o passado para significar o presente. São movimentos corpóreos embalados por cantos e danças repetidos muitas vezes com o objetivo de “manter o céu suspenso”. A dança lembra a necessidade de sermos gratos aos espíritos criadores; contam que precisamos de sentidos para viver dignamente; ordena a existência. Cada grupo de idade ritualiza a seu modo. Cada um se sente responsável pelo todo, pela unidade, pela continuidade social.
Educar é, portanto, envolver. É revelar. É significar. É mostrar os sentidos da existência. É dar presente. E não acaba quando a pessoa se “forma”. Não existe formatura. Quem vive o presente está sempre em processo.
É por isso que a criança será sempre criança. Plenamente criança. Essa é a garantia de que o jovem será jovem no seu momento. O homem adulto viverá sua fase de vida sem saudades da infância, pois ele a viveu plenamente. O mesmo diga-se dos velhos. O que cada um traz dentro de si é a alegria e as dores que viveram em cada momento. Isso não se apaga de dentro deles, mas é o que os mantém ligados ao agora.
Resumo da ópera: 
A educação tradicional indígena tem dado certo. As pessoas se sentem completas quando percebem que a completude só é possível num contexto social, coletivo. Cada fase porque passa um indígena – desde a mais tenra idade – alimenta um olhar para o todo, pois o conhecimento que aprendem e vivem é um saber holístico que não se desdobra em mil especialidades, mas compreende o humano como uma unidade integrada a um Todo maior e Único.
Olhar os povos indígenas brasileiros a partir de uma visão rasa de produção, de consumo, de riqueza e pobreza é, no mínimo, esvaziar os sentidos que buscam para si.






quarta-feira, 2 de março de 2016

Ahhhhhhh... a Vida!!

A vida não é medida pelo número de vezes que você 
respirou, 
mas pelos momentos em que perdeu o fôlego… 
de tanto rir… 
de surpresa… 
de êxtase… 
de felicidade.
(Pablo Picasso)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

fim de semana

Esqueça essa história de querer entender tudo.
Em vez disso, VIVA,
em vez disso, DIVIRTA-SE!

Não analise, CELEBRE!"
(Osho)

(pelo menos por hoje) 

... e cá estamos ...

... no segundo dia ... do décimo nono ano do século vinte e um! Sejamos Felizes!