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terça-feira, 10 de outubro de 2017

InspirAÇÃO ...

O amor tem a maior força curativa do mundo,
nada é mais profundo do que o amor. 
Ele cura não apenas o corpo, 
não apenas a mente, 
mas também a alma. 
Se alguém pode amar então 
todas as suas feridas desaparecem, 
em seguida a pessoa se torna um com o todo, 
e ser inteiro é ser sagrado.
Se alguém não é inteiro, não é sagrado.
A saúde física é um fenômeno superficial.
Isso pode acontecer através da medicina,
pode acontecer através da ciência.
Mas o núcleo mais profundo do seu ser
pode ser curado somente através do amor.
Aqueles que conhecem
o segredo do amor sabem
o maior segredo da vida.
Então, não há miséria para eles,
não há velhice,
nem morte.
Claro que o corpo vai se tornar velho
e o corpo vai morrer,
mas o amor lhe mostra a verdade,
que você não é o corpo.
Você é pura consciência,
você não nasceu,
nem morreu.
E viver no estado de pura consciência,
é viver sintonizado com a vida.
Felicidade é o resultado do viver em sintonia com a vida.

(Osho) 
Foto by Mônica Guimarães


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

... com outros olhos ...

Criamos manuais para quase qualquer coisa e pensamos que podemos planejar absolutamente tudo, afetando desse modo a nossa capacidade criativa, de pensar e de sentir. O curta a seguir nos ensina que é fundamental parar de interferir no que é natural se quisermos evoluir e crescer.
Gostamos muito de ser controladores e ter o controle sobre as coisas. Vivemos com a intenção de manipular cada detalhe, queremos que as coisas funcionem como pensamos e tentamos fazer valer nossos planos. Mas a verdade é que se pretendemos que nossos projetos se desenvolvam, temos que ser conscientes de que não podemos estar totalmente seguros sempre de que o que queremos fazer e o que decidimos vai dar certo.
Esse curta nos conta a história de Dechen, um monge budista tibetano em processo de treinamento que tem uma grande paixão pela jardinagem. No vídeo podemos ver como ele planta uma flor, a observa e cuida da mesma com muito carinho e total dedicação.
No entanto, assim como vimos no curta, a planta vai perdendo força apesar de todos os cuidados desprendidos. No momento em que o pequeno monge leva a linda flor para o interior do templo, a flor começa a murchar, provocando uma grande incompreensão e tristeza em nosso protagonista.
Dechen não pode aceitar a situação, e por isso o monge principal, Angmo, vê-se obrigado a intervir e tentar ensinar ao seu pupilo um pouco sobre a vida. Com a sabedoria de seu mestre, Dechen consegue compreender que ao eliminar a necessidade de poder e de controle, sua flor começa a renascer.
No lugar de falar de uma flor, podemos falar de um projeto de vida, de nossos filhos ou de nosso relacionamento amoroso, nossos sentimentos, nossas emoções ou nossa capacidade de aproveitar a vida.
Abraçar a vida, uma sabedoria necessária
Para abraçar a vida devemos nos desfazer das cadeias que nos aprisionam às causalidades da vida, pois se pretendemos manter tudo a nossa volta sob controle, restam poucas opções a serem descobertas e é o fim da flexibilidade e da inovação.
Não se pode ter tudo atado e amarrado. É impossível conseguir controlar tudo. De fato, fazer isso supõe ir contra a natureza das coisas e contra os aspectos humanos.
Dissemos muitas vezes que às vezes as coisas chegam quando menos estamos esperando e que, ainda que tudo precise de pelo menos um pouco de trabalho e esforço, devemos permitir sempre os acontecimentos, estar abertos para a possibilidade de que as coisas ocorram. Não conseguimos lidar com o controle e acabamos cometendo excessos pelo medo e pela incerteza.
No fim, a questão é relaxar os limites que colocamos a nós mesmos e flexibilizar nosso pensamento.
Devemos ter claras algumas mensagens:
Não se trata de que uma relação seja como a idealizamos, pois cada pessoa é um mundo e desse modo cada relação será sempre única. É provável que queiramos o melhor para nossos filhos, e por isso tentamos guiá-los pelo caminho que consideramos mais adequado. No entanto, o melhor e mais positivo para uma criança é que ele mesmo crie seu próprio caminho, e devemos apenas dar a eles uma mensagem clara: você deve ser você mesmo.
O mesmo ocorre com os projetos: quando só vemos um caminho, terminamos fechando os olhos para uma enorme gama de oportunidades que surgem ao nosso redor.
Desse modo, digamos que largar mão da necessidade de controle e de poder requer uma profunda reflexão pelo meio da qual nos reconstruímos, porque muitas vezes nos tornamos intolerantes e acabamos nos afastando do verdadeiro objetivo.
Por exemplo: amamos nosso parceiro por quem ele é ou do modo como o imaginamos? Estamos deixando nossos filhos decidirem e construírem sua autonomia ou na verdade estamos nos excedendo e os guiando por onde nós queremos? Quantos modos existem de percorrer um caminho e por que queremos sempre do nosso jeito.
Com isso queremos dizer que por vezes em nossa ânsia de fazer as coisas bem, acabamos prejudicando a natureza dos acontecimentos. Porque no fim, para ter êxito e ser inteligentes devemos nos aproximar um pouco da loucura e deixar de lado a sensatez, assim poderemos ver com outros olhos o mesmo que veem os demais, pois em cada história há tantos pontos de vista como as pessoas e circunstâncias envolvidas.
(Psicologia do Brasil)



quarta-feira, 21 de junho de 2017

... conciliAÇÃO ...

PERCEPÇÃO DO CORAÇÃO

RESPIRE À VONTADE E SUAVEMENTE COM SEU SENTIMENTO BEM NO CENTRO DO PEITO E SINTA O CORAÇÃO COMO UM ESPELHO. 
APÓS UM PERÍODO DE ‘LIMPEZA DO ESPELHO’ (SENTINDO O SOL NO SEU CORAÇÃO), VISUALIZE SEU CORAÇÃO REFLETINDO O OBJETIVO DO CORAÇÃO DO UNIVERSO, COMO QUE LIGADO A ELE POR UM RAIO DE LUZ...

LENTAMENTE, RESPIRE SUAVEMENTE DENTRO DO SEU PRÓPRIO CORAÇÃO, COM O QUEIXO SOBRE O PEITO, MANTENDO O PESCOÇO RELAXADO.

ENTÃO LEVANTE A CABEÇA LENTAMENTE, ENQUANTO EXPIRA, E CONTINUE A ERGUE-LA AO RESPIRAR, SENTINDO UMA LIGAÇÃO RENOVADA ENTRE SEU PRÓPRIO CORAÇÃO E O DO UNIVERSO.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

DICA DE HOJE: ... novamente, coragem!!! ...

100 maneiras...

6. Diga a verdade – 
Toda vez que você diz a verdade, você aumenta o seu nível de consciência. 
Por que as pessoas mentem? 
Para proteger-se em estados inferiores de consciência. 
As pessoas em estados superiores de consciência não mentem porque querem ser fiéis a si mesmos, aos outros e criar relacionamentos mais conscientes na humanidade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

DICA DE HOJE: ... e você? tem? ...



Todo mundo tem – por Fernanda Rossi 
Algumas pessoas quando diante de um problema tem um pensamento recorrente: “isso só acontece comigo!”
Como é fácil pensar assim. Olhando de longe a vida dos outros parece sempre tão mais bonita, agradável, fácil e cheia de coisas boas.
Contudo, quem se compara sempre sai perdendo, pois de fora tudo é melhor. E não sabemos o que vai dentro do coração do outro. Ninguém coloca nas redes sociais fotos de briga ou choro, ninguém deixa desaforos de outros expostos na sua página de contato. Ninguém sai na balada ou fica no barzinho aos prantos. Ninguém fica contando pra quem nunca viu os dilemas que tem na vida. Ao contrário, todos mostram o bom, o bonito, o elogio, o carinho. Ou ficam em silêncio, vão embora, se afastam.
Só que de perto, no convívio com o outro percebemos que problemas todos tem, sem exceção. Alguns maiores, outros menores, mas sempre há. Há os que não contam, o que não significa que não os tenha.
Estar vivo é ter que enfrentar lutas, decepções, fracassos, desentendimentos. Isto todos tem.
A música Ciranda da bailarina de Chico Buarque fala exatamente sobre isto:
“Procurando bem todo mundo tem pereba marca de bexiga ou vacina. E tem piriri, tem lombriga, tem ameba, só a bailarina que não tem. E não tem coceira, verruga nem frieira, nem falta de maneira ela não tem. Futucando bem todo mundo tem piolho ou tem cheiro de creolina. Todo mundo tem um irmão meio zarolho, só a bailarina que não tem. Nem unha encardida, nem dente com comida, nem casca de ferida ela não tem. Não livra ninguém. Todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina. Teve escarlatina ou tem febre amarela, só a bailarina que não tem. Medo de subir, gente. Medo de cair, gente. Medo de vertigem quem não tem? Confessando bem, todo mundo faz pecado logo assim que a missa termina. Todo mundo tem um primeiro namorado, só a bailarina que não tem. Sujo atrás da orelha, bigode de groselha, calcinha um pouco velha ela não tem. O padre também pode até ficar vermelho se o vento levanta a batina. Reparando bem todo mundo tem pentelho, só a bailarina que não tem. Sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na família quem não tem? Procurando bem todo mundo tem.”
A bailarina que Chico se refere na música eu entendi como sendo a bailarina da caixa de músicas. Lembra aquela caixa de porta-joias que quando abria levantava uma bonequinha com vestido de bailarina que rodava ao som de uma melodia? Acho que toda menina com mais de 20 anos deve ter tido ou visto uma destas na infância.
Lembrou?
Linda não! Só ela não tem problemas. E não tem porque não está viva.
Pois as bailarinas de verdade tem dor no pé, joanetes, tem que manter o peso, treinar mesmo esgotadas e isso só pra citar algumas das dificuldades da profissão. Há, ainda, sua vida pessoal.
Desta maneira, todos que estamos vivos temos que aprender a conviver diariamente com as barreiras e buracos que a vida nos impõe. Não há mar de rosas pra ninguém, as lutas são muitas, as angustias constantes e os prazeres nem sempre tão intensos ou duradouros. Mas é muito melhor do que ser um objeto inanimado ou morto.
Ter problemas é sinal de estar vivo. Porém, podemos também descobrir que somos mais fortes que eles, que podemos enfrentá-los, vencê-los e ir além, que as dificuldades podem nos abater, mas não nos destruir. Entender isto talvez seja um caminho para viver melhor.
Quando paramos de olhar para o que os outros tem e voltamos este olhar para o que temos, se torna possível descobrir e desenvolver possibilidades e capacidades que são os ingredientes necessários para vencer.
Bem-vindo a vida real, a vida de quem existe, respira, pensa, deseja, tem profissão, amigos e família.
Com tudo isto no currículo, esperar não ter problemas não seria uma ilusão?


domingo, 10 de julho de 2016

DIGA AÍ!!!!!!!!!!!!!

O que nos motiva?

Novos estudos mostram que buscar independência, conhecimento e engajamento valem mais que dinheiro. Saiba como nossa motivação evoluiu e como isso pode melhorar as próximas escolhas da sua vida... - por Rafael Tonon

O que você quer da vida? Uma pergunta que nos fazem e nós fazemos cada vez mais.
Mas a neurologia garante: a resposta complicou mesmo, porque nossas motivações evoluíram junto com todo o resto. O que nos faz levantar da cama, tocar clarinete, ir para a faculdade, fazer exercícios ou encarar um dia de reuniões é muito mais do que o salário no final do mês. Às vezes dinheiro até piora o rendimento de quem está interessado em se desenvolver. Resolvidas às necessidades básicas, o que nos move é uma exigência interna de autonomia, conhecimento, envolvimento e dinamismo. 
Na era da informação, esses fatores se tornaram ainda mais importantes. 
E é por isso que tantos pulam de galho em galho buscando algo melhor o tempo todo. Entenda por que a gente não quer só comida — a gente quer comida, diversão e arte.

DINHEIRO
O QUE É: motiva humanos desde o início da civilização. É o impulso básico de toda sociedade capitalista. Está nas recompensas (quem trabalha mais ganha mais; quem pagar antes, paga menos) e nas punições (lei só pega quando a multa é aplicada).
COMO USAR: cientificamente comprovado como o mais eficiente para tarefas mecânicas. Perto da Copa, milhões serão despejados nos canteiros de obras atrasadas para termos estádios no prazo. Em tarefas criativas, pode não ser tão inspirador.
QUERER NÃO É GOSTAR
Quando o psicólogo James Olds e sua equipe da Universidade McGill, no Canadá, descobriram, em 1954, que a busca pela satisfação, e a própria satisfação em si, acendiam a mesma região no cérebro dos ratos, não tinham ideia de que transformariam as crenças da época sobre nosso comportamento. Estudos posteriores feitos em humanos consolidaram a teoria de que somos impelidos a buscar prazer o tempo todo. Encaramos o estudo árduo antes do vestibular e enfrentamos o congestionamento até a praia pela recompensa final. Como explica o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D’Or, na expectativa de viver algo que queremos nosso cérebro já nos dá uma provinha da satisfação. Mas descobertas recentes mostram que a coisa não é bem assim.
Em experimentos que uniram ressonância magnética, exames de neuroradiologia e mapeamento de ondas cerebrais, o professor de psicologia da Universidade de Michigan Kent Berridge fez o achado mais significativo dos últimos 50 anos sobre nossa motivação. Ele descobriu que nosso cérebro tem dois sistemas de recompensa — um que nos leva a querer e outro que nos leva a gostar. Costuma ser uma operação conjunta: sua mente sente vontade de alguma coisa e, depois, prazer por conquistá-la. Essa venda casada sempre ocultou o fato de termos dois sistemas diferentes — mas que podem ser flagrados quando não estão em sintonia. Quando se usam drogas ou em situações de ansiedade e estresse, o “querer” é turbinado, e provoca a busca de uma recompensa mesmo que você não esteja tão a fim dela. Ou seja, você se motiva para conseguir algo que quer, mas não gosta.
Essa descoberta explica, na pressão do vestibular, alguém gostar de arquitetura mas estar cheio de gás para fazer medicina. Explica por que aquele emprego pelo qual você lutou é decepcionante de uma maneira que você nem sabe explicar, depois que conseguiu a vaga. E por que nenhuma empresa faliu seguindo o consagrado esquema de recompensas e punições: afinal, o cérebro dos funcionários quer esse esquema, só não parou para pensar se gosta dele.

INDEPENDÊNCIA
O QUE É: fazer as coisas com liberdade de administrá-las no seu próprio tempo. Ter a possibilidade de direcionar suas ações no seu ritmo, sem ficar sendo cobrado a toda hora. A cobrança mina a motivação.
COMO USAR: quando você precisa que uma pessoa contribua com ideias e resoluções, o autodirecionamento funciona melhor. Quanto mais autonomia alguém tem, mais envolvida naquilo ela tende a se sentir.
BUSCA FRENÉTICA
Nosso cérebro foi desenvolvido para ser mais facilmente estimulado do que satisfeito. O que teve uma lógica evolutiva: as criaturas que se contentam com pouco tendem a se acomodar sobre a busca de comida ou um abrigo melhor e, assim, ter uma expectativa de vida menor. A natureza nos presenteou, então, com a insaciável capacidade de descobrir, explorar, querer mais. Jaak Panksepp, neurocientista da Universidade de Washington, passou décadas mapeando cérebros de animais para concluir que aquilo que conhecíamos como sistema de prazer não produzia tanto prazer assim. No livro Affective Neuroscience (Neurociência Afetiva, sem edição no Brasil), Panksepp afirma que o motor da nossa motivação está muito mais em buscar do que se realizar. É esse impulso que nos faz sair todo dia da cama — ou da toca. Em seus estudos, ele comprovou que mamíferos preferem procurar comida a encontrá-la de uma forma fácil. E que os seres humanos, muitas vezes, sentem mais excitação antes do que durante o sexo. Chamar de “prazer” esse estado que rege nossas motivações parecia inadequado; Panksepp então adotou a expressão “busca”.
A palavra tem ainda mais sentido agora que nos acostumamos a ver barras de busca em todas as telas. Outro fator que acentua a necessidade de checar a rede de 5 em 5 minutos é o que os estudiosos do comportamento virtual chamam de Fomo (sigla para Fear of Missing Out), síndrome do medo de ficar por fora do que acontece. “Fomo é um grande motivador do comportamento nos dias de hoje”, diz a co-fundadora da rede social de fotos Flickr, entre outros sites, Caterina Fake — o nome dela é esse mesmo.
Na ânsia de saber o que os amigos estão fazendo ou o que estão comentando na rede, agimos como os ratos do estudo que abriu o texto.
A verdade é que a tecnologia alterou muitos dos comportamentos humanos. “Coloque uma criança para jogar videogame durante a manhã e, à tarde, a leve para a aula bem tradicional. Não é de se estranhar que ela se sinta entediada”, diz o neurologista Marco Antônio Arruda, diretor do Instituto Glia e especialista em déficit de atenção. A busca pela recompensa diante dos olhos em vez dos ganhos mais para a frente explica a troca compulsiva de faculdades, a flutuação de empregos, a “crise dos 25 anos”. A vida moderna, como os entorpecentes e o estresse, motiva muito mais o querer do que o gostar. Com tantas opções disponíveis, fica mais difícil saber qual é o seu caminho. Para nossa sorte, o mundo moderno trouxe rotas alternativas.

CONHECIMENTO
O QUE É: quanto mais domínio ela tem sobre uma tarefa ou uma atividade, mais envolvida e desafiada ela se sente a se aprimorar. E o desafio para nós, humanos, é combustível para a motivação.
COMO USAR: como o conhecimento não é algo fácil de obter, o esforço faz com que a pessoa queira sempre melhorar e melhorar. A oportunidade de sempre aprender indica que cada dia você vai estar melhor e mais experiente do que ontem. E uma pessoa que domina uma atividade e divide isso com outras, se sente muito mais útil e valorizada. 

E afinal, o que nos motiva? 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Vamos ousar?????? Afinal:
- Desinventar objetos, usando palavras que ainda não têm idioma;
- Poesia é voar fora da asa;
- As coisas me ampliaram para menos;
- É um olhar pra baixo que eu nasci tendo;
- Desenvolvo meu ser até encostar na pedra;
- Só quisera trazer pro meu ser canto o que pode carregado como papel pelo vento;
- O infinito do escuro me perena;
- É a sensatez que aumenta os absurdos;
- Ando muito completo de vazios;
- Sabedoria se tira das coisas que não existem!!
(Manoel de Barros)


quarta-feira, 8 de junho de 2016

DICA DE HOJE: aprender... desaprender... reaprender ...



Alvin Toffler, um dos maiores pensadores americanos de todos os tempos, já disse isto...
Tá bom. O assunto não é novo e muito já se falou sobre o mesmo mas a pergunta que gostaria de fazer é:
Fomos ensinados a desaprender?
Desaprender não é simplesmente esquecer. É dar espaço para que algo novo possa entrar em nossa mente e em nossas vidas. Sei que muitos acreditam que nossa capacidade de pensamento é infinita, e quanto mais aprendemos mais desenvolvemos a nossa capacidade de aprender. Pode ser.
Desaprender é mudar. Mudar a perspectiva de nossas vidas. Nossa visão sobre as coisas. Enxergar por outro lado. Perceber diferente. Entender que os outros possam ver as mesmas coisas e as enxergar de forma absolutamente diferente de nós.
Aprender é perceber que tudo relatado acima faz algum sentido. Não somos os únicos que sabemos e os outros podem saber o mesmo e perceber muito diferente. Na prática não somos os donos da verdade. Temos a obrigação de entender isto se quisermos realmente reaprender.
Uma das maiores lições da minha vida se deu quando meu pai se aposentou. Ele teve um único trabalho na vida e foi sócio de um conhecido estabelecimento por 55 anos. Um dia ele disse chega e vendeu sua parte. Meus irmãos e eu ficamos muito preocupados com o seu futuro. Não financeiramente pois neste caso ele estava tranquilo mas sobre sua vida. Poderia ele viver de modo diferente e ser feliz? Como alguém que sempre foi tão ativo e só tinha feito uma coisa na vida, poderia mudar, desaprender e reaprender?
Passados 30 dias desta decisão, fui à sua casa e perguntei como se sentia. Veio a resposta: “Nem me lembro que um dia trabalhei na empresa tal”. Era a mais pura verdade. Senti isto em seus olhos e em sua fala. Ele simplesmente reaprendeu a viver de forma muito mais brilhante e feliz. Teve a humildade de reconhecer que precisava desaprender a fazer o que havia feito a vida toda e reaprender a viver outra vida.
Na nossa vida, no nosso trabalho, ficamos muitas vezes lutando por algo que não vai mais acontecer, por crenças que já não se sustentam mais e deixamos de aprender coisas novas que podem nos levar a lugares e posições muito mais interessantes.
O que nos faz permanecer paralisados é a falta de vontade de esquecer o que foi vivido, acreditando que no futuro continuaremos a viver da mesma forma. Não vai ser assim. Com o aprendizado é a mesma coisa.
Precisamos deixar pra trás muito do que aprendemos para poder aprender mais e reaprender novamente.
Só isto nos fará progredir e nos levará a situações muito mais promissoras.
Pense nisto. Aprenda sempre, desaprenda tudo o que não mais fizer sentido. Reaprenda novamente e busque intensamente aquilo que pode lhe fazer feliz. Sucesso!


segunda-feira, 30 de maio de 2016

DICA DE HOJE: ... arrisque-se!! ...

O paradoxo da nossa Era...
“Temos casas maiores, mas famílias menores; 
mais conforto e menos tempo.
Temos mais diplomas e menos bom-senso; 
mais conhecimento e menos juízo; 

mais remédios e menos saúde.
Fomos até a Lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para conhecer os novos vizinhos.
Construímos mais computadores, que comportam mais informação, que produzem mais cópias do que nunca,
mas temos menos comunicação.
Nós crescemos em quantidade, mas encolhemos em qualidade.
Esta é a época de alimentos rápidos e digestão lenta;
de homens altos e de pouco caráter;
de lucros exorbitantes e relacionamentos superficiais.
É um tempo em que há muito na janela, e nada no quarto.”

(Dalai Lama)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

DICA DE HOJE: ...fique atento!! ...


A vida é como jogar uma bola na parede:

Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.
( Albert Einsten - Il. Phyllis Harris)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DICA DE HOJE: ... atenção com os efeitos!!! ...



O azulejo bumerangue – Jorge Bucay
Deixa-me que te conte. Os contos que me ensinaram a viver.
Cascais, Editora Pergaminho

Damião é um rapaz curioso e inquieto, que deseja saber mais acerca de si mesmo. Esta busca leva-o a conhecer Jorge, “o gordo”, um psicanalista muito invulgar que o ajuda a enfrentar a vida e a encontrar as respostas que procura através de um método muito pessoal: em cada sessão, conta-lhe um conto. São contos clássicos, modernos ou populares, reinventados pelo psicanalista para ajudar o seu jovem amigo a esclarecer as suas dúvidas. Trata-se de histórias que nos podem ajudar a todos a compreender-nos melhor a nós próprios, a ponderar as nossas relações e a ver os nossos temores com outros olhos.
(Excerto)
O AZULEJO BUMERANGUE

Naquele dia, eu estava muito irritado. Estava de mau humor e tudo me incomodava. A minha atitude no consultório foi lamurienta e pouco produtiva. Detestava tudo o que fazia e tudo o que tinha. Mas, acima de tudo, estava aborrecido comigo mesmo, como num conto de Papini que o Jorge me leu, naquele dia eu sentia que não conseguia suportar «ser eu mesmo».
— Sou um estúpido — disse-lhe (ou disse para mim próprio). — Um imbecil… Acho que me detesto.
— És detestado por metade da população deste consultório. A outra metade vai contar-te uma história...

Era uma vez um homem que andava sempre com um azulejo na mão. Tinha decidido que, quando alguém o irritasse a ponto de ficar cheio de raiva, lhe daria com o azulejo na cabeça. O método era um bocado troglodita, mas parecia eficaz, não achas?
Acontece que se cruzou com um amigo muito prepotente, que lhe falou com maus modos. Fiel à sua decisão, o homem pegou no azulejo e atirou-lho à cabeça.
Não me lembro se lhe acertou ou não. Mas acontece que, depois disso, o facto de ter de ir buscar o azulejo depois de o arremessar lhe pareceu um bocado incómodo. Decidiu, então, inventar o «Sistema de Autopreservação do Azulejo», como lhe chamou. Atou um cordel de um metro ao azulejo e saiu para a rua. Isto permitia que o azulejo nunca se afastasse demasiado, mas rapidamente o homem constatou que o novo método também tinha os seus problemas: por um lado, a pessoa destinatária da sua hostilidade tinha de estar a menos de um metro de distância e, por outro, depois de atirar o azulejo, era obrigado a recolher o fio que, além do mais, muitas vezes se enredava e fazia nós, com todas as chatices que daí decorriam.
Foi então que o homem inventou o «Sistema Azulejo III». O protagonista continuava a ser o mesmo azulejo, mas, neste sistema, em vez de estar atado a um cordel, estava atado a um elástico. Agora, o azulejo podia ser lançado uma e outra vez e voltaria sempre para trás, como um bumerangue, pensou o homem.
Quando saiu de casa e recebeu a primeira agressão, atirou o azulejo. Mas foi um fiasco total: quando o elástico entrou em acção, o azulejo voltou para trás e acertou em cheio na cabeça do próprio homem.
Tornou a tentar e levou segunda vez com o azulejo na cabeça por ter medido mal a distância.
À terceira, foi por ter atirado o azulejo fora de tempo.
A quarta vez foi muito sui generis, porque, depois de ter decidido bater na vítima, arrependeu-se e tentou protegê-la, acabando por levar com o azulejo na cara.
Ficou com um galo enorme…
Nunca se soube porque é que o homem nunca conseguiu acertar com o azulejo em alguém: se foi por causa das pancadas que levou, ou se por uma alteração no seu ânimo.
Todas as pancadas acabaram sempre por ser auto-infligidas.
— Chama-se a este mecanismo retroflexão: basicamente porque consiste em proteger os outros da nossa própria agressividade. Sempre que o pomos em prática, a nossa energia agressiva e hostil detém-se antes de chegar ao outro, através de uma barreira que nós impomos a nós próprios. Esta barreira não absorve o impacto, limita-se a reflecti-lo. E toda essa irritação, todo esse mau humor e agressividade se viram contra nós mesmos, através de comportamentos reais de auto-agressão (autolesionar-se, enfardar-se de comida, consumir drogas, correr riscos desnecessários) e, outras vezes, através de emoções ou sentimentos dissimulados (depressão, culpa, somatização).
É muito provável que um utópico ser humano «iluminado», lúcido e íntegro nunca se irrite. Seria óptimo para nós se nunca perdesse-as estribeiras, no entanto, uma vez que sentimos raiva, ira ou irritação, a única maneira de nos livrarmos delas é arrancando-as cá para fora transformadas em acção. Caso contrário, a única coisa que conseguimos, mais cedo ou mais tarde, é irritarmo-nos com nós próprios.


terça-feira, 12 de abril de 2016

... boa tarde seres com humanidade ( e cheios de indagações!!) ...

QUANTOS ANOS TENHO? José Saramago

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia.
Quantos anos eu tenho? Não preciso de números para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho, ao ver meus sonhos destruídos…
Valem muito mais que isso.
Não importa se faço vinte, quarenta ou sessenta! O que importa é a idade que eu sinto.
Tenho os anos de que preciso para viver livre e sem medos. 
Para seguir sem medo pelo caminho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso não importa a ninguém!
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.

... e cá estamos ...

... no segundo dia ... do décimo nono ano do século vinte e um! Sejamos Felizes!