Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
...Será? ...
A porta do lado
Em entrevista dada pelo médico Dráuzio
Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência
absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que,
às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de
cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que
acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na
garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).
Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair
com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o
que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados,
impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida
de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de
seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será
que nada dá errado pra eles?
Dá aos montes. Só que, para eles, entrar
pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do
pacote.
Que
“audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam
o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus
eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema
solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemas podem ser resolvidos assim, rapidinho.
Basta
um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça…
Pra ser sincero, vinte
e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando
mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente
idem;
pilhas
de pessoas que vão atrasar meu dia.
Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é
importante de fato.
“Eis a chave do mistério, … a FÓRMULA DA
FELICIDADE…o ELIXIR DO BOM-HUMOR, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros
dá errado.”
Quando
os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, NÃO ESTRAGUE O SEU DIA…USE A
PORTA DO LADO…e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se,
o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie
todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…
Experimente!
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Re-inventando-se ...
Marcadores:
além de,
atenção,
atitudes,
caminhe,
conciliação,
consciência,
coragem,
escolhas,
futuro,
parcerias,
presente,
respirando,
silêncio,
transformação,
valentia
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
...caminhe ...
''Desejo que encontre o caminho de teus sonhos,
que tenhas a coragem para abraçar as dificuldades e força para vencer teus obstáculos.
Que o amor seja teu bem maior,
que ele floresça, possa tomar conta de teu ser e seja compartilhado com todos a
sua volta.
Que sua luz possa brilhar como o sol no
firmamento e que esta luz afaste teus inimigos e as sombras que possam tentar
encobrir o seu caminho. ''
(GUARDIÕES DE ATANIS –
PAULO DIAS)
sexta-feira, 21 de julho de 2017
...meditAÇÃO ...
Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de
Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras
cientistas a aceitar as subjetivas reivindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testá-los com o uso
de tomógrafos computadorizados. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode, literalmente, mudar seu
cérebro.
Ela explica:
Porque você começou a prestar atenção para a
meditação, atenção plena e o cérebro?
- Eu e uma amiga
estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço
e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer
alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi
que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada
em saber como funcionava.
A professora de ioga
usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir
o coração. E eu pensei: “ok, ok, ok, estou aqui para alongar”.
Mas comecei a
perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais
difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as
coisas pelo ponto de vista dos outros.
Pensei, talvez fosse
apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da
ciência, e vi evidências de que a
meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e
ao aumento da qualidade de vida.
A essa altura,
estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar
e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.
Como você fez essa pesquisa?
- O primeiro estudo
avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os
meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e
regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está
prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento
presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam
ampliados.
Também descobrimos
que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória
de trabalho e a tomada de decisões administrativas.
Já está provado que
nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender
as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal,
meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta
que pessoas de 25 anos.
Então a primeira
pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já
tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar.
Então fizemos um
segundo estudo.
Pegamos pessoas que nunca
tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de
estresse.
O que você descobriu?
Descobrimos
diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões
diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação,
encontramos um aumento do volume em quatro regiões:
A diferença
principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às
lembranças e auto- regulação.
O hipocampo da
esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação
emocional.
A junção
temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e
compaixão.
Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos
neurotransmissores reguladores são produzidos.
A amigdala, a parte
do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos
aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo
que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução
de estresse.
A alteração na
amigdala também foi associada a uma redução
nos níveis de estresse.
Então por quanto tempo alguém precisa meditar até que
comece a ver mudanças no seu cérebro?
Nossos dados mostram
mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de atenção
plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma
aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por
40 minutos por dia em casa. E foi assim.
Então, 40 minutos por dia?
Bem, foi altamente
variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias.
Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.
No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou
em torno de meia hora por dia.
Ainda não existem
dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.
Professores de
meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base
científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos.
Ainda precisamos testar.
Nós estamos apenas
começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são
os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram
que a meditação pode melhorar a atenção
e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com
neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto
comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.
A partir do que já sabemos da ciência, o que você
encorajaria os leitores a fazer?
Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E
assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse e
promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos
benefícios.
Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em
separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam
tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos. Os resultados
são às vezes modestos. E não funciona para todos.
Ainda está muito
cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.
Então, sabendo-se das limitações, o que você
sugeriria?
- Lazar: Parece
sim ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você
for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é
complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom
professor não tem preço.
Você medita? E você tem um professor?
Sim e sim.
Que diferença fez em sua vida?
Tenho feito isso por
20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse. Me ajuda a pensar
mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais
empatia e compaixão pelas pessoas.
Qual a sua prática pessoal?
Altamente variável.
Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos. Alguns dias
não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se três vezes por
semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um
pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se
praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças
no meu cérebro ou não. E é isso que funciona para mim nesse momento.
Texto original: Brigid Schulte - Tradução: Joann Schaly
segunda-feira, 5 de junho de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
e essa 'tal' EMPATIA ...
Experimente a vida de outra pessoa
Você acha mesmo que escalada no gelo ou
voar de asa delta são esportes radicais? Então você precisa experimentar a
empatia experiencial: o mais desafiador – e potencialmente mais gratificante –
de todos.
Pessoas Altamente Empáticas expandem a
empatia adquirindo uma experiência direta da vida de outras pessoas. Eles
colocam em prática o provérbio dos indígenas norte-americanos:
“ande por um
quilômetro com o mocassim do outro antes de criticá-lo”.
George Orwell é um exemplo inspirador.
Depois de muitos anos como oficial da polícia colonial britânica em Burma
(atual Myanmar), na década de 1920, Orwell retornou para a Grã-Bretanha
determinado a descobrir como era a vida daqueles que viviam à margem da
sociedade.
“Eu queria submergir, descer junto aos
oprimidos”, escreveu ele.
Então, ele se vestiu como um mendigo,
com sapatos e casacos maltrapilhos, e viveu nas ruas da zona leste de Londres
com pedintes e desocupados. O resultado, registrado em seu livro 'Na pior em
Paris e Londres', foi uma mudança radical em suas crenças, prioridades e
relacionamentos. Orwell não só compreendeu que as pessoas em situação de rua
não são “bêbados safados”, como fez novas amizades, mudou sua visão sobre a
desigualdade e juntou um material literário magnífico.
Foi a melhor experiência de viagem da
vida dele. Ele compreendeu que empatia não apenas te faz uma pessoa do bem, mas
também faz bem para você.
Todos nós podemos fazer os nossos
próprios experimentos. Se você for uma pessoa religiosa, experimente fazer uma
“troca de Deus”, indo a cerimônias religiosas que professem fé diferente da
sua, incluindo encontros de Humanistas. Ou, se você for ateu, experimente ir a
diferentes igrejas. Passe suas próximas férias vivendo e trabalhando como
voluntário em um país em desenvolvimento.
Siga o caminho que defendia o filósofo
John Dewey, que falava:
- “toda educação genuína vem da
experiência”.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
DICA DE HOJE: ... em tempos bicudos ...
100 maneiras ...
3 - Medite simplesmente –
Seja você um praticante
avançado ou um novato, os benefícios são enormes e permitirão que você contate
seu mais elevado estado de funcionamento consciente, se permanecer por tempo
suficiente.
É um ato que vai certamente aumentar a sua consciência e
permitir-lhe atingir um maior foco, disciplina, e desenvolver uma conexão mais
profunda e alegre com a vida.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
DICA DE HOJE: ... a alegria da inutilidade ...
Um homem catava pregos no chão,
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais – o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônio inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar
pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.
(Manoel de Barros)
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
DICA DE HOJE: ... des-controle!! ...
Aqui nessa pedra, alguém sentou para olhar o mar
O mar não parou para ser olhado
Foi mar pra tudo que é lado
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
DICA DE HOJE: ... a PAZ ...
8 PASSOS PARA A PAZ
Primeira chave: SILÊNCIO...
O silêncio
é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a base que te prepara
para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo
e verdadeiro nasce do silêncio.
Um instante
de silencio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios
são os pensamentos. Se existe um pensamento compulsivo constantemente
assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o
alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas
desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de
luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio
invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
O preço
para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você vai ter que
encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em
silêncio. Você também pode chamar esta prática de meditação. Mas, eu não quero
que você se perca no labirinto das ideias e conceitos, na ginástica do
intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama
crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar.
Feche os
olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o
silêncio.
Segunda chave: VERDADE.
Falar a
verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o
fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito,
mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir
o chamado do seu coração.
Se ainda
há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de
mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas mentiras. Sem coragem
você não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando você ainda
não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma
máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é
diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida.
Você terá
algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.
Terceira
chave: AÇÃO CORRETA.
Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação
consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação
do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou
errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter
coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente
significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.
Quarta chave: NÃO VIOLÊNCIA.
A não
violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo
ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não
importa em qual nível.
A não
violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os
braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve
ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração – é espontânea e sempre vem
com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando.
Eu mesmo
já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia.
Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é
o remédio e ahimsa é compaixão.
Quinta chave: AMOR CONSCIENTE.
Eu uso
esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Nós demos a
ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência. Para
o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é
confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio. Isso acontece de
uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem
consciência do que é amor.
Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor.
Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho.
Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor.
Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho.
Aprender a
não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro,
olhe para si mesmo, e pergunte:
“Será que
eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?”
“Será que
o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?”
Comece a
focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.
Sexta chave: PRESENÇA.
Estar
presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante.
Quando você pode experenciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o
amor passando por você. Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a
percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir
sua energia conscientemente na direção do outro.
Eu sugiro
uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar:
Onde
estou?
O que
estou fazendo?
Permita-se
parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo.
No meio da ação, pare e pergunte-se:
Quem está
fazendo?
Assim você
interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a
totalidade na ação. Esse é o caminho.
A presença
é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela?
Porque nem
todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros para abandonar o
pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade. Então, em muitos
casos, é necessário um trabalho de purificação que é este trabalho de
transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a
presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu
campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.
Sétima chave: SERVIÇO
DESINTERESSADO.
Servir
desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor.
É quando
você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de
agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado. O único
objetivo é ver o outro bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à
construção.
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando.
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando.
No
serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma
forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você
para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando
do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma
pessoa.
Oitava chave: LEMBRANÇA
CONSTANTE DE DEUS.
Lembre-se
de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os
lugares.
Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
A partir
dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque
você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo.
Este é um
sincero nâmaste:
a
divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.
Se
verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você
irá experenciar a paz.
Essa é a
minha experiência.
Durante a
fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade”
ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco
agradáveis sobre nós mesmos. Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que
precisam ser removidos.
Aos
poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo
que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele
flua livremente através de nós.”
por: Prem Baba em Transitando do Sofrimento para a Alegria
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
DICA DE HOJE: ... É HOJE!! ...
A milenar arte de educar dos povos
indígenas
Por Daniel Munduruku · Lorena (SP) · 15/5/2009
Educar é dar
sentido.
É dar sentido ao nosso estar no mundo. Nossos corpos precisam desse sentido
para se realizar plenamente.
Mas também nossos corpos são vazios de imagens e
elas precisam fazer parte da nossa mente para que possamos dar respostas ao que
se nos apresenta diuturnamente como desafios da existência.
É por isso que não
basta dar alimento apenas ao corpo, é preciso também alimentar a alma, o
espírito. Sem comida o corpo enfraquece e sem sentido é a alma que se entrega
ao vazio da existência.
A educação tradicional entre os povos indígenas se
preocupa com esta tríplice necessidade: do corpo, da mente e do espírito. É uma
preocupação que entende o corpo como algo prenhe de necessidades para poder se
manter vivo.
Esta visão de educação é sustentada pela ideia de
que cada ser humano precisa viver intensamente seu momento.
A criança indígena
é, então, provocada para ser radicalmente criança. Não se pergunta nunca a ela
o que pretende ser quando crescer. Ela sabe que nada será se não viver plenamente
seu ser infantil. Nada será por que já é. Não precisará esperar crescer para
ser alguém. Para ela é apresentado o desafio de viver plenamente seu ser
infantil para que depois, quando estiver vivendo outra fase da vida, não se
sinta vazia de infância. A ela são oferecidas atividades educativas para que
aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que
irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao
infinito.
Num mesmo movimento ela vai sendo introduzida no
universo espiritual. Embalada pelas histórias contadas pelos velhos da aldeia,
a criança e o jovem passam a perceber que em seu corpo moram os sentidos da
existência. Este sentido é oferecido pela memória ancestral concentrada nos
velhos contadores de histórias. São eles que atualizam o passado e o fazem se
encontrar com o presente mostrando à comunidade a presença do saber imemorial
capaz de dar sentido ao estar no mundo.
Este processo todo é alimentado por rituais que
lembram o passado para significar o presente. São movimentos corpóreos
embalados por cantos e danças repetidos muitas vezes com o objetivo de “manter
o céu suspenso”. A dança lembra a necessidade de sermos gratos aos espíritos
criadores; contam que precisamos de sentidos para viver dignamente; ordena a
existência. Cada grupo de idade ritualiza a seu modo. Cada um se sente
responsável pelo todo, pela unidade, pela continuidade social.
Educar é, portanto, envolver. É revelar. É
significar. É mostrar os sentidos da existência. É dar presente. E não acaba
quando a pessoa se “forma”. Não existe formatura. Quem vive o presente está
sempre em processo.
É por isso que a criança será sempre criança.
Plenamente criança. Essa é a garantia de que o jovem será jovem no seu momento.
O homem adulto viverá sua fase de vida sem saudades da infância, pois ele a
viveu plenamente. O mesmo diga-se dos velhos. O que cada um traz dentro de si é
a alegria e as dores que viveram em cada momento. Isso não se apaga de dentro
deles, mas é o que os mantém ligados ao agora.
Resumo da ópera:
A educação tradicional indígena
tem dado certo. As pessoas se sentem completas quando percebem que a completude
só é possível num contexto social, coletivo. Cada fase porque passa um indígena
– desde a mais tenra idade – alimenta um olhar para o todo, pois o conhecimento
que aprendem e vivem é um saber holístico que não se desdobra em mil
especialidades, mas compreende o humano como uma unidade integrada a um Todo
maior e Único.
Olhar os povos indígenas brasileiros a partir de uma
visão rasa de produção, de consumo, de riqueza e pobreza é, no mínimo, esvaziar
os sentidos que buscam para si.
Assinar:
Postagens (Atom)
... e cá estamos ...
... no segundo dia ... do décimo nono ano do século vinte e um! Sejamos Felizes!
-
AS PESSOAS DIZEM FREQUENTEMENTE QUE A MOTIVAÇÃO NÃO DURA. BEM, NEM O BANHO - E É POR ISSO QUE ELE É RECOMENDADO DIARIAMENTE. Zig...
-
“Já havia sido bem entendido por filósofos da Antiguidade Clássica que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto Cosmo circundante. M...















