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domingo, 24 de dezembro de 2017

Então... seja Feliz também no Natal!

Não importa em que Deus você acredita. Nem mesmo se acredita...
São seus os passos, assim como os desejos e a responsabilidade sobre eles.
Mas, o Amor... ahhh, o Amor... Não aquele bonitinho, do post fofo, a frase feita.
Falo do Amor ao 'mundo', o Amor pelas pessoas, o Amor profundo e em horinhas 
de descuido também.
O Amor distraído, o Amor quando ouvimos o Outro, quando queremos o bem, 
quando vivemos o agora. Quando lembramos que, somos todos ninguém e, só 
diante de outro, um outro que também nos quer bem, só então somos Alguém.
Um brinde a todos que amamos!
E a fé que temos nele.
O Amor e só ele, há de nos levar Além!


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

...insPIRAÇÃO ...

. A GRATIDÃO inclui TUDO .

* Dias 'bons' lhe darão FELICIDADE e dias 'ruins' lhe darão SABEDORIA. E ambos são essenciais.
* Porque todas as 'coisas' têm contribuído para o seu avanço, você deve incluir todas as coisas em sua GRATIDÃO. Isto é especialmente verdadeiro em seus relacionamentos. Nós nos encontramos com pessoas comuns em nossas vidas; mas se você lhes der uma chance, todas elas têm algo importante para lhe ensinar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

... respirAÇÃO ...


De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador?

Em algum momento da vida, o mundo resolveu entender “competitividade” como alguma coisa parecida com o ditado antigo que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Que pena.
Eu tenho a impressão de que esse engano é um dos grandes causadores da miséria em que nos enfiamos.
No meio desse equívoco, ser competitivo significa viver contra o outro, querer tudo e querer antes de todo mundo. Por aí, um batalhão competitivo espera sedento sua vez de partir para cima, de agarrar a chance com unhas e dentes, de provar seu valor, de fazer e acontecer.
E tudo isso significa “passar por cima” de quem estiver na frente.  Em treinamentos e palestras, gurus de autoajuda repetem “você é especial porque foi o único espermatozoide a atingir o óvulo de sua mãe” e outras bobagens.
Mas quase ninguém diz o essencial: “educação, respeito, ética e honestidade deixam o mundo melhor.”
Sem esses valores, ser competitivo é uma desgraça!
O sujeito competitivo e mal-educado, desrespeitoso, antiético e desonesto é um monstro. Ponto! Não tem escrúpulos nem limites. Faz qualquer coisa em nome de suas metas.
Verdade é que competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.
Nessa disputa estrábica, a gente aprende a falar inglês, alemão, espanhol, mandarim mas esquece como dizer “bom dia” no elevador!
“Fulano é poliglota!”, sabe pressionar, mentir, ofender e chantagear em quatro ou cinco idiomas! De que adianta?
Empatia, simpatia, fraternidade e outras joias são consideradas lixo entre os mal competitivos. Porque “abrem a guarda”.
Ser gentil é mostrar fragilidade. O competidor matador fecha a cara e atropela. Aqui entre nós, tão ruim quanto os maus perdedores é o péssimo ganhador!
Dia desses, na festinha de aniversário do meu filho num bufê infantil, as moças que organizam a recreação fizeram lá pelas tantas a velha brincadeira da “dança das cadeiras” com as crianças.
Na rodada final, disputando o último assento, restaram um menino e uma menina. Tal como um gladiador, para ganhar a peleja o garoto de nove anos empurrou a menina com tanta força que a machucou. A menina saiu chorando, os joelhos esfolados, e o menino foi festejado pelos amigos.
É triste mas é a verdade.
A sanha de vencer a qualquer preço nos transforma, em qualquer idade, em perfeitos panacas. Cheios de motivação e energia, talhados em regras e chavões neurolinguísticos batidos mas tão esquecidos do óbvio: mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

InsPIRAÇÃO!!


FAÇA A TERAPIA DA GRATIDÃO

Na exigência que impomos a nós mesmos, nunca nada é suficientemente glorioso, visível ou importante. Desvalorizamos as pequenas conquistas, que são passos gigantes para afirmar o nosso valor único e a nossa capacidade de ver para além do momento presente, para além das crises que enfrentamos. Desvalorizamos pequenos momentos que nos devolvem a capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.
Ao desvalorizarmos o que já temos, por pouco que isso nos possa parecer, tudo se torna irrelevante. Começamos a achar que apenas somos felizes se tivermos mais ou se as coisas forem diferentes. Achamos que, para estarmos gratos, algo de extraordinário tem de acontecer. Um aumento de salário, um carro novo, uma cura milagrosa das nossas dores emocionais, uma saúde de ferro, férias paradisíacas.
Enquanto nos sentirmos incompletos, enquanto sentirmos que ainda não é suficiente, afastamos a gratidão e com ela a capacidade inata de valorizar algo tão simples como o fato de estarmos agora, aqui, respirando. Nem sequer estamos falando em presentes, objetos que se recebem e que acabamos por agradecer de forma quase intuitiva. É mais do que isso!
O que sabe a ciência
A gratidão é inata ao ser humano, embora apenas em 2001 a psicologia positiva lhe tenha começado a dirigir maior atenção em termos de estudo. Concluiu-se, nomeadamente, a existência de uma relação positiva entre gratidão e bem-estar subjetivo, bem como entre a gratidão e a qualidade das nossas relações interpessoais. 
A gratidão influencia de modo positivo a vida, as relações e o bem-estar dos sujeitos que a sentem e a praticam.
É neste sentido que vão, também, os estudos do psicólogo Martin Seligman que concluiu existir uma relação direta entre a prática da gratidão e a felicidade que sentimos. É uma emoção positiva que amplia o sentimento de bem-estar emocional. Experenciada e praticada, transforma a nossa vida para melhor. Torna-nos mais criativos, mais resilientes, mais saudáveis, mais felizes e socialmente mais integrados, concluíram estudos conduzidos por Barbara Fredrickson, professora de psicologia.
Por que é difícil sentirmo-nos gratos?
Porque temos de aprender a ser gratos, mesmo quando as coisas não correm bem. Mesmo quando a vida não corresponde àquilo que esperávamos. Raramente nos ensinam o poder da gratidão, a olhar para as pequenas vitórias do dia a dia e para as coisas boas que já temos.  Uma simples ducha quente no fim de um dia extenuante. Um abraço dos nossos filhos. A lista é longa...
O sorriso de alguém que cruza conosco na rua. O nosso sofá, onde nos enroscamos numa tarde de chuva.  Os amigos que nos telefonam para saber como estamos. O nosso carro, que pega de manhã. Temos tanto para agradecer às pequenas coisas que já temos e que damos como adquiridas, que já não lhes prestamos atenção.
A gratidão não depende do estatuto social, do valor do nosso salário, do cargo que ocupamos, de termos ou não um curso superior. A gratidão não depende das marcas que usamos, dos lugares onde passamos férias ou do nosso carro. É um sentimento que temos (ou não temos), independentemente das nossas condições materiais, sociais ou educacionais.  A gratidão cura as nossas emoções e, através da cura emocional, curamos a nossa vida.
Quanto mais gratidão sentimos, mais a nossa vida melhora. Trata-se de uma mudança de percepção face ao que já temos. Ao elevarmos o nosso nível de gratidão, aumentamos as emoções positivas que sentimos e começamos a focar-nos nos pontos positivos em detrimento dos aspectos negativos. Desta forma, praticar a gratidão significa passarmos a ter ainda mais coisas pelas quais nos sentimos gratos.
O que você nunca pensou agradecer, mas devia:
– Relações falhadas
Cada relação que termina é uma oportunidade única para praticar o perdão e para conhecer novas pessoas que façam realmente sentido na sua vida.
– O ter-se desapegado
De pessoas e profissões aniquilantes que já não contribuíam para a sua felicidade. Se agora tem pouco, vai ter mais. Se já tem muito, vai ter mais. A gratidão é uma emoção win-win.
– Ler este artigo
Ter tempo para isso. Talvez esteja em casa, no cabeleireiro, na sala de espera de um consultório. Agradeça. E está lendo sem dificuldades.
– Sentir o vazio de amor, de tempo, de amizade, de sentido de vida
Agradeça a oportunidade que o vazio lhe oferece. Se sentir que tem pouco, agradeça o pouco. Significa que tem um campo imenso à sua frente, para produzir mais, para amar mais, para voltar a apaixonar-se. Tem espaço vazio para tudo isso.
– Erros e medos
Reconheça-lhes valor pois existiram para o fortalecer. Precisou deles para ultrapassar obstáculos em determinada altura da sua vida.
Como exercitar a gratidão passo a passo
1.      Autodiagnóstico
Faça um barômetro do seu nível de gratidão. Numa escala de 1 a 20, qual considera ser o seu nível de gratidão atual? Pense, individualmente, quão grato se sente nos seguintes pontos:
– Amor/relacionamentos
– Família
– Profissão
– Saúde
– Finanças
2.      Autoanálise
Tente perceber por que está se sentindo pouco grato nas áreas a que atribuiu valores mais baixos.
        3. Plano de ação
Identifique estratégias e ações que possam aumentar o seu nível de gratidão atual para cada um dos setores da sua vida. Tente que o seu plano dependa essencialmente de si e daquilo que pode fazer e não dos outros ou das circunstâncias externas.
4.      Partilhe a sua gratidão
Partilhe amor, esperança e alegria, mesmo em tempos difíceis. Quando você partilha alegria em situações complicadas, tudo à sua volta se transforma. A situação difícil passa a ser vista de forma mais positiva e o outro passa, também, a sentir-se grato.
5.      Mude a sua linguagem
Anule expressões como “Tive a infelicidade de ficar desempregado”, “Nada me corre bem”, “Sou fraco”, “Não consigo”, “Quando as coisas correm bem, até duvido”, “Tenho um salário muito baixo”, “Ninguém me entende”, “Está tudo tão caro” e/ou “O amor, esse me foge”. Estas frases anulam, por completo, a sua capacidade inata para se sentir grato. E isso faz com que a sua vida fique parada no ressentimento, no queixume e na vitimização.
Texto: Teresa Marta (coach para a coragem e CEO da Academia da Coragem)


terça-feira, 20 de junho de 2017

... InsPIRANDO ...


Protegê-los de tudo

A Aurora estava correndo com os bracinhos abertos, os olhinhos fechados, e você sabe o que acontece quando corremos de olhos fechados. A Aurora tropeçou e caiu e ralou os joelhos e as mãos, e foi aquela gritaria, calma calma não foi nada, vem colo, uaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, calma calma, deixa eu passar uma aguinha.
No meio do soluço ela confessou que corria de braços abertos pra tentar voar.
- "Eu queria voar junto com os passarinhos", disse ela, toda machucada e frustrada. 
Esses machucados que doem mais na gente do que neles. A ingenuidade das crianças dói na gente.
O filho de um amigo meu descobriu sobre a morte. Com lágrimas nos olhos perguntou: 
- "Pai, tudo morre?". Meu amigo respondeu que tudo. "Mas eu não quero morrer, pai". 
- Quem brinca muito, não morre, disse meu amigo. 
O menino abriu um sorriso, ia correndo para o pátio. Parou e disse:
- "Pai, amanhã você brinca comigo o dia todo?".
Essa pureza dói profundamente. Eles não sabem de nada. Da morte, da perda, da falta de bondade. Não sabem da ganância do homem, da passividade de quem pode e não ajuda os outros. Não sabem do homem que mata, do homem que rouba, do homem que sequestra e machuca. 
Dói na gente saber que eles não sabem de nada disso. Dói saber que um dia saberão. Dói saber que é impossível protegê-los pra sempre. De tudo.
Quero protegê-los de tudo.
Da morte. Da maldade. Da gravidade.
Voa entre os passarinhos, Aurora. Enquanto ainda é possível.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

...ResPirando ...

Aho MITAKUYE OYASIN é uma declaração simples, porém profunda.  
Ela vem da Nação Lakota e hoje permeia todas as minhas relações. 
Fala-se durante a oração e cerimônia sobre convidar e reconhecer todos os parentes até o momento.  
Para a maioria de nós, parentesco significa uma relação de sangue ou com outro ser humano na linhagem da família.  
Nós não fomos ensinados que uma entidade, com exceção dos humanos, poderia ser um parente.  
Compreender esta afirmação simples e contemplá-la, poderia mudar sua visão sobre a vida para sempre.  
Se você ama e honra seus parentes, o que seria amar e honrar todo o mais que estão nesta terra.  
Se você viver por este significado de “parentesco”, que mundo diferente estaríamos vivendo! 
Integre-se com esta declaração e consulte a verdade existente nela. 
Tudo está relacionado, porque tudo emana de uma mesma fonte e tem a mesma finalidade. 
A verdade pode ser encontrada na filosofia Nativa, Budismo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, em todos os sistemas de crença, porque todos eles estão relacionados. 
Você estuda o budismo e encontra Cristo. 
Você estuda filosofia Nativa e encontra Buda. 
Estudando a Mãe Natureza encontrará o Self. 
A verdade não deve homenagear os seres humanos. 
Os seres humanos devem homenagem a Verdade. 
Aho! Aho!
Por: Silver Wolf Walks Alone 

Porangatu é uma saudação indígena. Quer dizer tudo de belo e maravilhoso. 
Guarani-kaiowá




terça-feira, 30 de maio de 2017

... respirando ...


SAIBA MANEIRAS SIMPLES DE COMO ENSINAR O FILHO
A TER PACIÊNCIA
 Psicologias do Brasil

A frase “paciência é uma virtude” vem se tornando cada vez mais verdadeira nos últimos tempos. Com o advento da tecnologia, a internet e a rápida troca de informações por meio dela, fica cada vez mais evidente que uma pessoa paciente consegue se relacionar melhor, não apenas com outras pessoas, mas também com as adversidades do dia a dia.
Adultos são geralmente apressados: seja em uma fila de supermercado, seja em um semáforo, ou até mesmo na espera de carregamento de uma página de internet, esse comportamento apressado pode gerar um nervosismo mais sensível.
E, para os pais de crianças pequenas, é importante que eles percebam que tal comportamento pode estar sendo assistindo, e imitado, por seus filhos.
Sem a necessidade de referências, muitas crianças já demonstram impaciência em alguns atos. Encaixar um brinquedo, remover uma peça de roupa, conseguir alcançar algo, entre muitas outras ações.
Com a idade, a criança começa a ter acesso a sistemas, situações e funcionamento mais complexos, como jogos com regras mais rígidas, filas de espera em consultórios médicos ou supermercados, distância para chegar em um lugar ou tempo para chegar em uma data.
A falta de paciência pode gerar uma ansiedade que afete a criança naquele momento e também em situações futuras, assim como noutras áreas, como o desempenho escolar. Um estudo realizado pela Universidade de Stanford apontou que crianças com um comportamento mais paciente tiveram desempenhos melhores que crianças mais ansiosas.
O experimento consistia em um adulto oferecer um doce para uma criança em uma sala e informar que ela poderia comer imediatamente ou esperar para quando o adulto retornasse àquela sala. Às crianças que esperassem, seria dado um doce adicional, cerca de vinte minutos depois do retorno do adulto. Depois de anos, quando essas crianças completaram a maioridade, foi atestado que as crianças com mais paciência tiveram resultados ligeiramente melhores em testes de admissão universitária.
A paciência, no entanto, pode ser cultivada e praticada pela criança, para que ela se torne um adulto menos ansioso. Algumas muitas práticas permitem que essa “virtude” seja melhor compreendida pela criança em alguns atos e situações comuns a ela.
Um desses é o próprio exemplo. Se os pais tratam as situações com impaciência, é muito possível que a criança adote este comportamento como referência. Na espera por algo, como um fila, é possível mostrar que aquela ocasião requer tempo e espera para que algo seja feito ou conseguido. Se os adultos mostram inquietação e nervosismo com isso, a criança pode aprender que filas atrapalham, ao invés de serem organizadoras de algo. Os pais ainda podem tentar minimizar essa sensação de espera com distrações, como uma conversa, jogos rápidos como adivinhações, leituras, simples ou passatempos diversos.
Uma repreensão também é um grande exemplo de tolerância e paciência. Se, ao encontrar a criança riscando a parede, os pais simplesmente a repreendem, sem qualquer explicação, há grandes chances da criança assim agir quando, por exemplo, um colega de escola usar um material do filho, como lápis ou folhas. 
Isso não significa que a repreensão não deve existir, mas, sim, que deve acontecer com paciência, atenção e esclarecimento, como, explicar o porquê de não se poder riscar uma parede. Adicional a isso, os pais podem mostrar como limpar a parede e, se for o caso, até ajuda-lo com isso.

segunda-feira, 13 de março de 2017

... quem sabe????? ...


Receita da Felicidade
“Com poucos ingredientes que você encontrará em si mesmo.”

E se possuíssemos a receita para a felicidade? E se, tal qual um brigadeiro, pudéssemos concebê-la com a mistura de alguns ingredientes que, acrescidos de amor, carinho e paciência nos dessem um resultado tão doce quanto nossa sobremesa favorita?
Acreditamos que a felicidade está nos grandes eventos. Apesar de não estar claro para mim em que momento de nossas vidas passamos a acreditar nisso, é nítido que vemos felicidade como super acontecimentos – se consigo um ótimo emprego, estou feliz; se encontro o amor da minha vida, estou feliz; se compro uma casa nova, estou feliz; se faço aquela viagem que tanto queria, estou feliz. Além de depender desses super acontecimentos, costumamos enxergar a felicidade como uma coisa externa, algo que independe de nós.
Precisamos trazer para nós a responsabilidade de ser feliz. Entender de uma vez por todas que temos esse poder sobre nós mesmos. Por que não podemos ser felizes nas coisas simples? Quando comemos nossa comida preferida, ouvimos aquela música que nos faz querer dançar, jogamos papo fora com um amigo ou paramos para olhar o pôr do sol ou até mesmo as gotas molhando tudo ao nosso redor em um dia chuva. Se duvidas basta olhar ao seu redor. Acredite, você sempre encontrará algo que lhe faça sorrir.

“Precisamos trazer para nós a responsabilidade de ser feliz.”
Ah, ainda quer saber a minha receita? Preste bem atenção nos ingredientes e fique à vontade para exagerar na dose: uma colherada de brigadeiro (e às vezes a receita inteira, porque não?), ouvir All Night ou XO da Beyonce, até que o mundo pareça um lugar maravilhoso e tentar enxergar todas as cores do céu no pôr do sol de um dia qualquer.
Não sendo o bastante, como felicidade quando mais se divide, mais tem, deixo aqui a minha receita de brigadeiro. Aconselho que depois de pronto você coma tentando descobrir a sua música e o seu algo mais. O que acha?

Brigadeiro da Felicidade
. 1 lata de leite condensado
. 4 colheres (sopa) de chocolate em pó
. 1 colher (sopa) de manteiga
. Mexa tudo até desgrudar do fundo da panela.
Espere esfriar, ou não, o que lhe faça mais feliz!

*por Ana Carolina Bortolini 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Vai um cafezinho?

Quem lhe quer bem lhe fará um café 
Dizem que um café é um abraço oferecido em uma xícara, por isso, quem o ama de verdade irá prepará-lo doce e bem quente para que você encontre alívio e desate o nó dos seus problemas. Quando você tomar o primeiro gole, parte das penas terão se desfiado, como o vapor que escapa dessa bebida fabulosa, obscura e vital.
Muitas vezes comentamos que a vida é isso que começa depois de uma boa xícara de café. É exatamente isso que as pessoas nos mosteiros do Iêmen no século XV deveriam pensar quando, segundo diversos documentos históricos, começaram a moer os grãos para obter uma bebida extraordinária a que chamaram de qahhwat al-bun (vinho do café) e que mais tarde foi abreviada para qahhwat (café).
“O café ajuda quem dorme pouco e sonha muito.”
Ninguém ficou indiferente aos seus efeitos desde o seu descobrimento, à sua ação revitalizante, à essa energia tão bem-vinda e a esse aroma embriagador capaz de criar verdadeiros viciados em cafeína. Seu efeito foi tão inquietante que, quando chegou à Europa no século XVII, os sacerdotes católicos não duvidaram em chamá-la “a amarga invenção de Satanás”.
Na atualidade, essa bebida “diabólica” é uma parte indiscutível da nossa alimentação cotidiana. Também é motivo de um ritual quase mágico sobre o que se constrói uma série de dinâmicas psicológicas, dotadas de benefícios incríveis para a nossa saúde física e emocional.
Hoje, no nosso artigo, queremos refletir sobre elas. Quer nos acompanhar?

O café e a depressão
O café não traz a felicidade, mas gera as condições ideais para que possamos experimentá-la. Essa ideia pode parecer um pouco exagerada, mas basta analisar uma série de dados para chegar a essa mesma conclusão. Segundo um estudo publicado em 2011 nos “Archives of Internal Medicine “, o consumo regular de café (cerca de três xícaras por dia) reduz os índices de depressão.
Aqui está um fato que tornou este estudo ainda mais interessante: os dados só foram significativos no caso das mulheres. Em relação aos homens, o consumo regular de café é muitas vezes associado a um aumento da ansiedade. No entanto, no gênero feminino, o impacto para a saúde emocional é muito positivo.
A razão para essa diferença está no próprio ritual construído em torno do café. As mulheres, em média, tendem a ser mais propensas a se reunir em uma cafeteria, a fazer um desejado e merecido descanso com uma xícara de café enquanto estão juntas, facilitando a descarga emocional. As xícaras sobre a mesa são apenas desculpas para manter essa comunicação empática tão benéfica, que permite relativizar os problemas, curar tristezas, medos, preocupações, etc.
A vida e suas pressões são subitamente contidas por um muro invisível, que as separa dessa mesa em que há um grupo reduzido de mulheres criando um refúgio fabuloso de intimidade. O café atua como estimulante da nossa química cerebral, de forma que serve como uma torneira de passagem para determinados neurotransmissores, como a serotonina ou a dopamina. No entanto, somos nós que, impulsionados pelo seu efeito, lhe atribuímos o seu verdadeiro valor terapêutico e curador.

Um café com quem você ama
“Vem, vamos tomar um café e conversar”. Essa frase tão habitual em nossas vidas significa muito mais do que um simples encontro ou tomar essa bebida que alguém no passado descreveu como “diabólica”. Tomar um café tem um motivo e uma finalidade, e não é nada mais do que reforçar os vínculos com as pessoas que são importantes para nós.
“O café cheira a céu moído na hora.”
Se pensarmos bem, o complexo ruído de nossas sociedades, marcadas pelas prisões, pressões e objetivos a cumprir, nos deixam pouco espaço para tomar consciência do aqui e agora. Na maior parte do tempo nos limitamos a realizar atividades que poderíamos definir como “manutenção”: vestir-se, comer, dirigir, pegar o ônibus, esperar nas filas, trabalhar, voltar para casa…
Tomar um café com alguém é uma forma sensacional de romper esse fluxo neutro e asséptico da vida. Significa abraçarmos com força o presente para desfrutarmos de um momento significativo, curador e energético. Porque compartilhar bons momentos, mesmo que sejam breves, é um modo sensacional de desfrutar do presente e de dar sentido a ele.

O café é melhor em companhia
Para convencê-lo sobre os extraordinários benefícios de tomar um café em uma boa companhia, propomos que você reflita por uns instantes sobre essas simples ideias.
•Tomar café estimula a produção de endorfinas. Desta forma, favorecemos ainda mais essa conexão emocional com as pessoas que são queridas para nós, criando um círculo de bem-estar que retroalimenta o nosso equilíbrio mental.
•Compartilhar bons momentos do dia a dia junto com uma xícara de café nos permite investir na reserva cognitiva que irá garantir a boa saúde do nosso cérebro.
•Em momentos de dificuldade, de angústia vital ou de estresse, antes de nos fecharmos para tomar um banho ou para ficar no quarto para chorar em silêncio, faça isso: chame alguém para tomar um café, prepare uma xícara bem quente e converse, fale em voz alta essas preocupações para buscar consolo com essa pessoa que sempre sabe escutá-lo como você merece.
Os especialistas indicam que podemos tomar até três xícaras durante o dia. Seria ótimo que compartilhássemos de forma regular uma dessas xícaras com bons amigos; com aqueles amigos de verdade que dissolvem as penas do nosso ser com o açúcar de seu coração e nos ajudam a ver novas perspectivas na superfície morna, mas sempre reveladora, de um café.


... e cá estamos ...

... no segundo dia ... do décimo nono ano do século vinte e um! Sejamos Felizes!