Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador afeto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador afeto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de julho de 2017

InsPIRAÇÃO ...


Trate-se com respeito  

Ter respeito por si mesmo e por suas ações acabará por aumentar a quantidade de amor que você expressa para si mesmo e aos outros. 
Tome decisões sábias e respeitosas que reflitam seus valores e que têm forte respeito por suas convicções pessoais. 
Tratar os outros com respeito irá ajudá-lo a tornar-se um ser humano mais consciente também, mas antes que você possa respeitar os outros corretamente, você deve primeiro aprender a mostrar o máximo respeito para com você mesmo

terça-feira, 20 de junho de 2017

... InsPIRANDO ...


Protegê-los de tudo

A Aurora estava correndo com os bracinhos abertos, os olhinhos fechados, e você sabe o que acontece quando corremos de olhos fechados. A Aurora tropeçou e caiu e ralou os joelhos e as mãos, e foi aquela gritaria, calma calma não foi nada, vem colo, uaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, calma calma, deixa eu passar uma aguinha.
No meio do soluço ela confessou que corria de braços abertos pra tentar voar.
- "Eu queria voar junto com os passarinhos", disse ela, toda machucada e frustrada. 
Esses machucados que doem mais na gente do que neles. A ingenuidade das crianças dói na gente.
O filho de um amigo meu descobriu sobre a morte. Com lágrimas nos olhos perguntou: 
- "Pai, tudo morre?". Meu amigo respondeu que tudo. "Mas eu não quero morrer, pai". 
- Quem brinca muito, não morre, disse meu amigo. 
O menino abriu um sorriso, ia correndo para o pátio. Parou e disse:
- "Pai, amanhã você brinca comigo o dia todo?".
Essa pureza dói profundamente. Eles não sabem de nada. Da morte, da perda, da falta de bondade. Não sabem da ganância do homem, da passividade de quem pode e não ajuda os outros. Não sabem do homem que mata, do homem que rouba, do homem que sequestra e machuca. 
Dói na gente saber que eles não sabem de nada disso. Dói saber que um dia saberão. Dói saber que é impossível protegê-los pra sempre. De tudo.
Quero protegê-los de tudo.
Da morte. Da maldade. Da gravidade.
Voa entre os passarinhos, Aurora. Enquanto ainda é possível.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

... respirando ...

Em lugar do medo, viva o amor; eles são polos opostos.
As pessoas geralmente acham que o amor e o ódio são opostos; isso é errado, eles não são. O amor e o ódio são a mesma energia.
O amor pode se tornar ódio, o ódio pode se tornar amor; eles são conversíveis. Então eles não são opostos, são complementares.


Na realidade nós amamos e nós odiamos a mesma pessoa: o amor e ódio estão sempre juntos. A oposição real é entre o amor e o medo. Eles nunca estão juntos; se você se tornar muito apegado ao medo, o amor desaparece.
O medo não pode ser convertido em amor; eles não são conversíveis.


Somente o amor torna alguém rico.
O medo aleija, paralisa, e quanto mais paralisado, mais medroso você se torna; então é um círculo vicioso. O amor lhe dá asas, ajuda-o a relaxar na vida, lhe dá coragem para experimentar a vida de maneiras diferentes. Permite-lhe todo o espectro da vida, é multidimensional.
É o arco-íris inteiro, todas as cores da vida.
Então a primeira coisa: abandone o medo e beba mais e mais amor, substitua o medo por amor.


E a segunda coisa: pense no céu, na vastidão; pense na liberdade, no infinito. 
Não pense em coisas pequenas, triviais.
O medo sempre pensa em coisas pequenas; o amor nunca pensa em coisas pequenas.
O amor está pronto para sacrificar tudo; o amor pensa somente no vasto.
É uma águia no vento, a procura do desconhecido. 
(Osho)

terça-feira, 14 de março de 2017

e essa 'tal' EMPATIA ...


Experimente a vida de outra pessoa
Você acha mesmo que escalada no gelo ou voar de asa delta são esportes radicais? Então você precisa experimentar a empatia experiencial: o mais desafiador – e potencialmente mais gratificante – de todos.
Pessoas Altamente Empáticas expandem a empatia adquirindo uma experiência direta da vida de outras pessoas. Eles colocam em prática o provérbio dos indígenas norte-americanos: 
“ande por um quilômetro com o mocassim do outro antes de criticá-lo”.
George Orwell é um exemplo inspirador. Depois de muitos anos como oficial da polícia colonial britânica em Burma (atual Myanmar), na década de 1920, Orwell retornou para a Grã-Bretanha determinado a descobrir como era a vida daqueles que viviam à margem da sociedade. 
“Eu queria submergir, descer junto aos oprimidos”, escreveu ele. 
Então, ele se vestiu como um mendigo, com sapatos e casacos maltrapilhos, e viveu nas ruas da zona leste de Londres com pedintes e desocupados. O resultado, registrado em seu livro 'Na pior em Paris e Londres', foi uma mudança radical em suas crenças, prioridades e relacionamentos. Orwell não só compreendeu que as pessoas em situação de rua não são “bêbados safados”, como fez novas amizades, mudou sua visão sobre a desigualdade e juntou um material literário magnífico. 
Foi a melhor experiência de viagem da vida dele. Ele compreendeu que empatia não apenas te faz uma pessoa do bem, mas também faz bem para você.
Todos nós podemos fazer os nossos próprios experimentos. Se você for uma pessoa religiosa, experimente fazer uma “troca de Deus”, indo a cerimônias religiosas que professem fé diferente da sua, incluindo encontros de Humanistas. Ou, se você for ateu, experimente ir a diferentes igrejas. Passe suas próximas férias vivendo e trabalhando como voluntário em um país em desenvolvimento. 
Siga o caminho que defendia o filósofo John Dewey, que falava: 
- “toda educação genuína vem da experiência”.

segunda-feira, 13 de março de 2017

... quem sabe????? ...


Receita da Felicidade
“Com poucos ingredientes que você encontrará em si mesmo.”

E se possuíssemos a receita para a felicidade? E se, tal qual um brigadeiro, pudéssemos concebê-la com a mistura de alguns ingredientes que, acrescidos de amor, carinho e paciência nos dessem um resultado tão doce quanto nossa sobremesa favorita?
Acreditamos que a felicidade está nos grandes eventos. Apesar de não estar claro para mim em que momento de nossas vidas passamos a acreditar nisso, é nítido que vemos felicidade como super acontecimentos – se consigo um ótimo emprego, estou feliz; se encontro o amor da minha vida, estou feliz; se compro uma casa nova, estou feliz; se faço aquela viagem que tanto queria, estou feliz. Além de depender desses super acontecimentos, costumamos enxergar a felicidade como uma coisa externa, algo que independe de nós.
Precisamos trazer para nós a responsabilidade de ser feliz. Entender de uma vez por todas que temos esse poder sobre nós mesmos. Por que não podemos ser felizes nas coisas simples? Quando comemos nossa comida preferida, ouvimos aquela música que nos faz querer dançar, jogamos papo fora com um amigo ou paramos para olhar o pôr do sol ou até mesmo as gotas molhando tudo ao nosso redor em um dia chuva. Se duvidas basta olhar ao seu redor. Acredite, você sempre encontrará algo que lhe faça sorrir.

“Precisamos trazer para nós a responsabilidade de ser feliz.”
Ah, ainda quer saber a minha receita? Preste bem atenção nos ingredientes e fique à vontade para exagerar na dose: uma colherada de brigadeiro (e às vezes a receita inteira, porque não?), ouvir All Night ou XO da Beyonce, até que o mundo pareça um lugar maravilhoso e tentar enxergar todas as cores do céu no pôr do sol de um dia qualquer.
Não sendo o bastante, como felicidade quando mais se divide, mais tem, deixo aqui a minha receita de brigadeiro. Aconselho que depois de pronto você coma tentando descobrir a sua música e o seu algo mais. O que acha?

Brigadeiro da Felicidade
. 1 lata de leite condensado
. 4 colheres (sopa) de chocolate em pó
. 1 colher (sopa) de manteiga
. Mexa tudo até desgrudar do fundo da panela.
Espere esfriar, ou não, o que lhe faça mais feliz!

*por Ana Carolina Bortolini 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Vai um cafezinho?

Quem lhe quer bem lhe fará um café 
Dizem que um café é um abraço oferecido em uma xícara, por isso, quem o ama de verdade irá prepará-lo doce e bem quente para que você encontre alívio e desate o nó dos seus problemas. Quando você tomar o primeiro gole, parte das penas terão se desfiado, como o vapor que escapa dessa bebida fabulosa, obscura e vital.
Muitas vezes comentamos que a vida é isso que começa depois de uma boa xícara de café. É exatamente isso que as pessoas nos mosteiros do Iêmen no século XV deveriam pensar quando, segundo diversos documentos históricos, começaram a moer os grãos para obter uma bebida extraordinária a que chamaram de qahhwat al-bun (vinho do café) e que mais tarde foi abreviada para qahhwat (café).
“O café ajuda quem dorme pouco e sonha muito.”
Ninguém ficou indiferente aos seus efeitos desde o seu descobrimento, à sua ação revitalizante, à essa energia tão bem-vinda e a esse aroma embriagador capaz de criar verdadeiros viciados em cafeína. Seu efeito foi tão inquietante que, quando chegou à Europa no século XVII, os sacerdotes católicos não duvidaram em chamá-la “a amarga invenção de Satanás”.
Na atualidade, essa bebida “diabólica” é uma parte indiscutível da nossa alimentação cotidiana. Também é motivo de um ritual quase mágico sobre o que se constrói uma série de dinâmicas psicológicas, dotadas de benefícios incríveis para a nossa saúde física e emocional.
Hoje, no nosso artigo, queremos refletir sobre elas. Quer nos acompanhar?

O café e a depressão
O café não traz a felicidade, mas gera as condições ideais para que possamos experimentá-la. Essa ideia pode parecer um pouco exagerada, mas basta analisar uma série de dados para chegar a essa mesma conclusão. Segundo um estudo publicado em 2011 nos “Archives of Internal Medicine “, o consumo regular de café (cerca de três xícaras por dia) reduz os índices de depressão.
Aqui está um fato que tornou este estudo ainda mais interessante: os dados só foram significativos no caso das mulheres. Em relação aos homens, o consumo regular de café é muitas vezes associado a um aumento da ansiedade. No entanto, no gênero feminino, o impacto para a saúde emocional é muito positivo.
A razão para essa diferença está no próprio ritual construído em torno do café. As mulheres, em média, tendem a ser mais propensas a se reunir em uma cafeteria, a fazer um desejado e merecido descanso com uma xícara de café enquanto estão juntas, facilitando a descarga emocional. As xícaras sobre a mesa são apenas desculpas para manter essa comunicação empática tão benéfica, que permite relativizar os problemas, curar tristezas, medos, preocupações, etc.
A vida e suas pressões são subitamente contidas por um muro invisível, que as separa dessa mesa em que há um grupo reduzido de mulheres criando um refúgio fabuloso de intimidade. O café atua como estimulante da nossa química cerebral, de forma que serve como uma torneira de passagem para determinados neurotransmissores, como a serotonina ou a dopamina. No entanto, somos nós que, impulsionados pelo seu efeito, lhe atribuímos o seu verdadeiro valor terapêutico e curador.

Um café com quem você ama
“Vem, vamos tomar um café e conversar”. Essa frase tão habitual em nossas vidas significa muito mais do que um simples encontro ou tomar essa bebida que alguém no passado descreveu como “diabólica”. Tomar um café tem um motivo e uma finalidade, e não é nada mais do que reforçar os vínculos com as pessoas que são importantes para nós.
“O café cheira a céu moído na hora.”
Se pensarmos bem, o complexo ruído de nossas sociedades, marcadas pelas prisões, pressões e objetivos a cumprir, nos deixam pouco espaço para tomar consciência do aqui e agora. Na maior parte do tempo nos limitamos a realizar atividades que poderíamos definir como “manutenção”: vestir-se, comer, dirigir, pegar o ônibus, esperar nas filas, trabalhar, voltar para casa…
Tomar um café com alguém é uma forma sensacional de romper esse fluxo neutro e asséptico da vida. Significa abraçarmos com força o presente para desfrutarmos de um momento significativo, curador e energético. Porque compartilhar bons momentos, mesmo que sejam breves, é um modo sensacional de desfrutar do presente e de dar sentido a ele.

O café é melhor em companhia
Para convencê-lo sobre os extraordinários benefícios de tomar um café em uma boa companhia, propomos que você reflita por uns instantes sobre essas simples ideias.
•Tomar café estimula a produção de endorfinas. Desta forma, favorecemos ainda mais essa conexão emocional com as pessoas que são queridas para nós, criando um círculo de bem-estar que retroalimenta o nosso equilíbrio mental.
•Compartilhar bons momentos do dia a dia junto com uma xícara de café nos permite investir na reserva cognitiva que irá garantir a boa saúde do nosso cérebro.
•Em momentos de dificuldade, de angústia vital ou de estresse, antes de nos fecharmos para tomar um banho ou para ficar no quarto para chorar em silêncio, faça isso: chame alguém para tomar um café, prepare uma xícara bem quente e converse, fale em voz alta essas preocupações para buscar consolo com essa pessoa que sempre sabe escutá-lo como você merece.
Os especialistas indicam que podemos tomar até três xícaras durante o dia. Seria ótimo que compartilhássemos de forma regular uma dessas xícaras com bons amigos; com aqueles amigos de verdade que dissolvem as penas do nosso ser com o açúcar de seu coração e nos ajudam a ver novas perspectivas na superfície morna, mas sempre reveladora, de um café.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DICA DE HOJE: ... CHEGOU A PRIMAVERA!!! ...

Árvore 

Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu e de lua mais do que na escola.


No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo mais do que os padres lhes ensinavam no internato.

Aprendeu com a natureza o perfume de Deus.
Seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor o azul.
E descobriu que uma casca vazia de cigarra esquecida no tronco das árvores só serve pra poesia.
No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as árvores são vaidosas.
Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se transformara,
envaidecia-se quando era nomeada para o entardecer dos pássaros
E tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos brejos.
Meu irmão agradecia a Deus aquela permanência em árvore
porque fez amizade com muitas borboletas.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DICA DE HOJE: ... POESIANDO ...

Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa, 

como ele mesmo dizia,

constantemente AMANHECENDO ...

( Adélia Prado )
(Do livro Bagagem. São Paulo: Siciliano, 1993. p. 36)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

DICA DE HOJE: ...e que venha a Vida ...

No final das contas, essas são as coisas que mais importam:
O quão bem você amou?
O quão plenamente você viveu?
O quão profundamente você deixou as coisas irem?

(Buddha)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

DICA DE HOJE: SEJA UM BOM DIA!!!

"Seja bom e faça o bem”. 
Esta foi a mensagem final que o monge budista Matthieu Ricard deixou para a plateia do auditório da Editora Abril, São Paulo, em palestra realizada na última segunda-feira, para lançar a versão em português do livro "A Revolução do Altruísmo” (Editora Palas Athena). No entanto, ao contrário do que muitos poderiam pensar, a fala não traz nenhum tom moralizante, mas sim pragmático.
Em um mundo em crise econômica e ambiental, a solução, segundo ele, está basicamente no altruísmo. Nascido na França, Ricard é Ph.D em biologia molecular pelo Instituto Pasteur, mas abriu mão da carreira científica para se dedicar à prática do budismo e, hoje, é conhecido como o "homem mais feliz do mundo”.
O grande mote de seu livro é mostrar como conciliar as necessidades individuais e coletivas das pessoas e do planeta, no presente, em um prazo intermediário e no longo prazo. A resposta, que vem encadernada em 720 páginas, se resume a uma tarefa simples e desafiadora, ao mesmo tempo: começar a se importar com os outros.
Altruísmo verdadeiro existe?
Quando se fala em altruísmo, muitas pessoas podem pensar que essa qualidade não existe genuinamente e que o ser humano é, em regra, egoísta. Nada mais equivocado, de acordo com Matthieu Ricard. Em entrevista coletiva dada à imprensa também nesta segunda-feira, ele esclareceu que é errado dizer que uma pessoa altruísta é aquela que somente pensa no bem-estar dos outros, em vez de si mesma.
"Nós sabemos que há egoísmo no mundo, mas o maior erro é pensar que somente há egoísmo”, afirmou. A falsa ideia de que o mundo está permeado de pessoas que só pensam em si mesmas é, na opinião do monge, em parte criada pela mídia, que prioriza as notícias ruins e catastróficas nos noticiários.
"Vi uma pesquisa interessante que diz que um jovem do Reino Unido, aos 20 anos de idade, já ‘viu’ cerca de 40.000 assassinatos por meio da mídia. Isso não é a vida. Nós precisamos parar com isso”, disse, chamando atenção para o fato de que não há estudos que comprovem que o ser humano é egoísta por natureza. "Há somente uma ideia, um preconceito”.
Outra concepção corriqueira, mas também combatida por Matthieu Ricard, é a que afirma que o altruísmo genuíno não existe, pois, mesmo quando alguém faz o bem para outra pessoa, o benfeitor estaria se beneficiando com o sentimento de satisfação e orgulho de si próprio (o chamado "Warm-glow giving”). A verdadeira abnegação exigiria o sacrifício pessoal.
"Isso é muito bobo”, diz. Ricard acredita que a sensação positiva de fazer o bem é somente um "efeito colateral” do altruísmo. "Fazer o bem para alguém e não se sentir bem por isso é o mesmo que ter uma fogueira que queima, mas não traz calor”, compara.
Ao quebrar a concepção de um "homem que é lobo do homem”, ele busca abrir as portas para outra etapa do trabalho: desenvolver o altruísmo individualmente e fazê-lo crescer culturalmente, para melhorar não apenas pessoas, como também o próprio planeta.
Porque vale a pena ser altruísta
Além do "calor interno” provocado pela boa ação praticada (que nada tem a ver com egoísmo), Matthieu Ricard defende que há outros benefícios em adotar uma postura e um pensamento voltado ao bem alheio. Segundo o homem mais feliz do mundo, o altruísmo é um dos mais importantes ingredientes para a felicidade.
Esse "estado de graça” a que se refere, porém, não está ligado ao prazer permanente (o que é impossível). Pelo contrário, ele é um modo de vida construído por diversos ingredientes e marcado pelo bem-estar, pelo equilíbrio emocional e por relações sociais saudáveis.
O consumismo (e, por tabela, o individualismo) caminha na contramão disso. Uma pesquisa científica citada pelo monge indicou, por exemplo, que pessoas muito centradas em bens materiais são menos felizes do que aquelas mais "desapegadas”.
As primeiras, que costumam buscar o prazer, não a felicidade, têm menos equilíbrio das emoções, menos saúde, mais vícios, poucos amigos, são mais obcecadas com a morte e se preocupam menos com os problemas globais. As segundas são o exato oposto.
Outro estudo mencionado mostrou que, no Japão, comunidades com grande número de pessoas com mais de 100 anos de vida são marcadas pelo espírito de cooperação. A conclusão mais lógica, então, seria a de que o altruísmo pode aumentar a expectativa de vida, a imunidade do organismo e a saúde mental.
Por isso Ricard prega que a colaboração deve se espalhar pelo mundo. Só ela seria capaz, inclusive, de criar um futuro digno para nossos filhos e netos, e para o bioma terrestre. "Nós perdemos cerca de 30% das espécies de animais, de 1950 até 2015. E este é o desafio: como ter uma boa vida e deixar o planeta para as gerações futuras”, disse.
Ao deixar de pensar nos outros (já nascidos e que ainda estão por nascer), as desigualdades sociais se acentuarão e o meio ambiente não terá reservas necessárias para alimentar as necessidades de todo o planeta.
Como ser menos egoísta
Não é preciso ser monge para desenvolver um espírito doador, mas é necessário treino mental. Uma das alternativas para reprogramar o cérebro e ter atitudes mais altruístas é fazer a meditação "loving-kindness”, também chamada de "amor-bondade”, "bondade amorosa” ou "da compaixão”.
A técnica consiste em mentalizar o desejo de que todos os seres (até mesmo seu maior desafeto) sejam felizes. No começo, pode parecer muito difícil, mas Matthieu Ricard garante que tudo melhora com a prática. Segundo ele, 20 minutos por dia de meditação, durante duas semanas, são suficientes para que surjam os primeiros benefícios, como aumentar a empatia, o equilíbrio emocional e reduzir os preconceitos.
"Você deve gastar tempo com isso, assim como gasta tempo com várias outras coisas, como ver TV ou ir a um restaurante. Treinar a compaixão pode ser muito útil”, afirmou. Para demonstrar isso, ele citou outro estudo, feito com crianças em escolas na Inglaterra.
Na ocasião, elas realizaram diversas atividades ligadas ao altruísmo, inclusive meditação, por determinado tempo. O resultado foi: meninos e meninas mais concentrados, mais atenciosos e menos discriminadores.
Se sua rotina não dispõe nem mesmo de 20 minutos para esta prática, uma alternativa inventada por um amigo de Matthieu, que trabalha no Google, pode ser a solução. A técnica adaptada consiste em parar os afazeres e meditar por apenas 10 segundos, a cada hora trabalhada. A ideia é olhar para as pessoas em volta e pensar ‘que você seja feliz’, ‘que você fique seguro’, entre outras boas vibrações.
Quando ficou sabendo da inovação do amigo, o próprio monge ficou incrédulo sobre os possíveis benefícios, mas, com o tempo, se convenceu de seu potencial benéfico. De acordo com Matthieu, a prática melhorou o ambiente de trabalho na empresa.
"Eu percebi que, na verdade, não são apenas 10 segundos de meditação, porque os efeitos dela continuam. É como se você abrisse um vidro de perfume por 10 segundos a cada hora. No final do dia, o ambiente estará perfumado”, comparou.
A meditação "a jato” ainda não teve comprovação científica, mas, na falta de tempo, não custa tentar.
Afinal, ninguém pode reclamar que não tem sequer 10 segundos para tentar mudar o mundo.
Fonte M de Mulher: http://goo.gl/QIPCIT


quarta-feira, 27 de abril de 2016

DICA DE HOJE: ... a amizade ...



Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(Machado de Assis)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Há duas coisas diferentes: ser e fazer ...

Entrevista exclusiva feita por Andrea Miller para Revista Shambhala Sun – em janeiro de 2012 com Thich Nhat Hanh (Tradução: Denise Kato)
Revista: É muito doloroso ver alguém que amamos enfrentando sérias dificuldades, como doença mental, transtorno do estresse pós-traumático, ou vícios. Às vezes os problemas parecem tão grandes que não nos sentimos capazes de ajudar. Acabamos tendo vontade de nos afastar dessas pessoas e de seus problemas. Outras vezes, tentamos ajudá-las e depois nos sentimos consumidos por suas dificuldades. O que fazer para ajudar em situações difíceis assim sem ficarmos saturados?
Thich Nhat Hanh: SE VOCÊ SE SENTE SOBRECARREGADO, é porque está se esforçando demais. Esse tipo de energia não ajuda o outro e não o ajuda também. Não fique ansioso demais, querendo ajudar imediatamente. Há duas coisas diferentes: ser e fazer. Não pense muito no que fazer – seja primeiro. Seja a paz. Seja a alegria. Seja a felicidade. E, só depois disso, faça a alegria, faça a felicidade – com base no ser. Primeiro, você precisa se concentrar na prática do ser/estar. Estar cheio de vida, estar em paz. Estar atento. Ser generoso. Ser compassivo. Esta é a base da prática. É como se a outra pessoa estivesse sentada ao pé de uma árvore. A árvore não faz nada, mas está cheia de energia, está viva. Se você ficar como essa árvore, emanando ondas cheias de vida, ajudará a acalmar o sofrimento do outro. Sua presença deve ser agradável, calma, e você deve estar presente para ajudar essa pessoa. Isso, por si só, já é muito. Quando as crianças gostam de vir e sentar perto de você, não é porque você tem um montão de biscoitos para distribuir, mas porque é gostoso ficar ao seu lado, é revigorante. Portanto, sente-se perto de alguém que está sofrendo e faça o melhor para ser você mesmo – agradável, atento, cheio de vida.

... e cá estamos ...

... no segundo dia ... do décimo nono ano do século vinte e um! Sejamos Felizes!